Em pleno feriado de 7 de setembro, passeando com a minha família, vivi uma cena no mínimo estranha.
Com a cidade vazia, o trânsito estava maravilhosamente bom, nada de demorar duas horas para andar três quilômetros, horas e horas de trânsito para andar poucos quilômetros.
Passeamos o dia todo e passamos no máximo 15 a 20 minutos percorrendo os trajetos de um ponto a outro da cidade.
Ao final do dia, percorríamos o caminho de volta à nossa casa, me deparei com um farol fechado, mas nada de estresse, o caminho estava livre, fui me aproximando vagarosamente da faixa de pedestre como sempre faço nas madrugadas, apesar de ser plena luz do dia.
O farol foi demorado, de modo que eu cheguei à faixa de pedestre antes do farol abrir e parei. Ao puxar o freio de mão, escutamos um som conhecido, o toque de chamada de rádio de um telefone NEXTEL, nos olhamos e começamos a procurar a fonte do som, uma vez que nenhum de nós dois temos um NEXTEL, neste momento o rapaz que fazia malabarismo com bolinhas de tênis em frente ao nosso carro parou com os malabares, correu até a mochila na calçada e retirou um celular da mesma. Até aqui nada de estranho, o que ouvimos depois é que foi muito estranho.
O rapaz falava com uma voz do outro lado da linha:
- Não Betão*, claro que eu vim… Vô ficar aqui até de noite…
E a voz do outro lado respondeu alguma coisa que não ouvimos. E o rapaz prosseguiu:
- Mas eu tô aqui, pode vir ver… Vô ficar aqui até escurecer sim…
E a voz fala alguma coisa. E o rapaz prossegue:
- Não Betão, eu tô aqui, amanhã eu venho também, pode deixar…
Neste momento o farol abriu e eu saí com o carro, não sei o que aconteceu com o rapaz ou com o Betão, mas fiquei com um pensamento na cabeça.
O malabarista de rua tem um chefe? Ele tem registro em carteira? A empresa fornece celulares para os funcionários? Será que ele tem plano de saúde? Benefícios? Qual será o salário? Qual será o horário de trabalho? Ele trabalhava no feriado, será que ganhou hora extra?
Quantas implicações essa cena pode ter?
Brenê
*Nome fictício, uma vez que não me lembro o nome que o rapaz mencionou ao telefone.
Com a cidade vazia, o trânsito estava maravilhosamente bom, nada de demorar duas horas para andar três quilômetros, horas e horas de trânsito para andar poucos quilômetros.
Passeamos o dia todo e passamos no máximo 15 a 20 minutos percorrendo os trajetos de um ponto a outro da cidade.
Ao final do dia, percorríamos o caminho de volta à nossa casa, me deparei com um farol fechado, mas nada de estresse, o caminho estava livre, fui me aproximando vagarosamente da faixa de pedestre como sempre faço nas madrugadas, apesar de ser plena luz do dia.
O farol foi demorado, de modo que eu cheguei à faixa de pedestre antes do farol abrir e parei. Ao puxar o freio de mão, escutamos um som conhecido, o toque de chamada de rádio de um telefone NEXTEL, nos olhamos e começamos a procurar a fonte do som, uma vez que nenhum de nós dois temos um NEXTEL, neste momento o rapaz que fazia malabarismo com bolinhas de tênis em frente ao nosso carro parou com os malabares, correu até a mochila na calçada e retirou um celular da mesma. Até aqui nada de estranho, o que ouvimos depois é que foi muito estranho.
O rapaz falava com uma voz do outro lado da linha:
- Não Betão*, claro que eu vim… Vô ficar aqui até de noite…
E a voz do outro lado respondeu alguma coisa que não ouvimos. E o rapaz prosseguiu:
- Mas eu tô aqui, pode vir ver… Vô ficar aqui até escurecer sim…
E a voz fala alguma coisa. E o rapaz prossegue:
- Não Betão, eu tô aqui, amanhã eu venho também, pode deixar…
Neste momento o farol abriu e eu saí com o carro, não sei o que aconteceu com o rapaz ou com o Betão, mas fiquei com um pensamento na cabeça.
O malabarista de rua tem um chefe? Ele tem registro em carteira? A empresa fornece celulares para os funcionários? Será que ele tem plano de saúde? Benefícios? Qual será o salário? Qual será o horário de trabalho? Ele trabalhava no feriado, será que ganhou hora extra?
Quantas implicações essa cena pode ter?
Brenê
*Nome fictício, uma vez que não me lembro o nome que o rapaz mencionou ao telefone.
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