Um jornal local apresenta uma reportagem de um pai de família sendo arrancado do
carro, onde também estavam sua esposa e filho (um bebê). Ao ser retirado do
carro, o pai começa a ser espancado por 3 ou 4 bandidos, e mais alguns
comparsas. Caído no chão e apanhando, o pai vê, desesperadamente, outros
comparsas se dirigirem para o seu veículo, seus olhos encontram com os da
esposa desesperada, em seus ouvidos rompe o choro da criança.
A
turba de meliantes abre as portas do carro, pelo fato do pai ter reagido, as
portas do veículo são dobradas para o lado oposto ao de sua abertura e a esposa
arrancada a tapas e socos do seu banco. Os criminosos começam a buscar os
pertences das vítimas, celulares, carteiras, bolsas, mochilas e até mesmo as
fraldas do nenê são subtraídas do carro. Em desespero total o pai vê, entre
socos e pontapés, as portas traseiras do seu veículo serem abertas, dando
acesso ao seu bem mais precioso neste planeta, o filho.
Então,
neste exato momento, algo se rompe no cérebro surrado do pai, tirando forças de
lugar algum, o pai segura um dos agressores pelo braço, o mais forte? Ou
somente o mais próximo? Nunca saberemos. Com um giro rápido de quadril, inverte
a posição e coloca o meliante de costas no chão e começa a devolver-lhe os
golpes recebidos até segundos atrás.
Enquanto
golpeia o malfeitor, o pai diz: - Eu vou morrer hoje, mas você vai comigo... E
desfere uma cotovelada no nariz da escória humana, que se parte jorrando
sangue. Neste momento, o pai recebe um chute nas costas e aproveita o impulso
para desferir uma cabeçada certeira no rosto do assaltante de nariz quebrado,
este desfalece imediatamente, enquanto o pai grita: - Quem é o próximo? Não
acreditando ao ver o pai se levantar, uns 4 ou 5 da turba de covardes fogem com
os pertences que subtraíram do carro.
Usando
uma explosão muscular oriunda de Deus-sabe-se-lá-de-onde, o pai agarra outro
agressor que estava ao alcance das mãos e o atira de cara no capô frontal do
carro, 3 dentes voam ao solo. Com uma agilidade nunca antes vista pela esposa,
o pai se atira em cima do meliante semi-nocauteado e grita com todas as forças
que seu pulmão de fumante lhe permite: - Já vou matar mais esse e pode vir o
próximo...
Em
completo espanto e um tanto de pavor, o restante da turba foge, e o pai passa a
“amassar” o meliante recém-desdentado. Enquanto soca o pai anuncia: - Diga
adeus à sua vida seu merda. E desfere mais um soco bem no meio da fuça do lixo
humano. O espancamento só acaba quando, finalmente, 6 “homens da lei” conseguem
arrancar o pai de cima do ensanguentado traste humano.
Todos
são levados para a delegacia, onde o pai, mais calmo, pode pegar o filho no
colo e abraçar a esposa. Ficam abraçados assim por alguns minutos, imaginando
que tudo havia acabado. O abraço familiar é interrompido pela voz áspera do
delegado, chamando pelo nome do pai, e lhe dando voz de prisão por agressão,
lesão corporal e resistir à prisão. Pai e esposa se entreolham incrédulos. O
pai é levado à carceragem, onde aguardaria o julgamento. Os policiais
envolvidos até tentariam retirar a queixa, mas a “corporação” não pode mostrar
fraquezas. Enquanto a esposa observa, desconsolada, o marido ser preso, vê com
estes-olhos-que-a-terra-há-de-comer os meliantes, acompanhados do advogado,
serem liberados após prestarem depoimento.
No
julgamento do pai ficou decidido que ele agiu com “violência desproporcional à
ameaça” e “violência extrema” e, portanto, culpado por cometer agressão e lesão
corporal; como foram necessários 6 oficiais para cessar o ataque de fúria do
pai, culpado por resistir à prisão; por ter feito ameaças de morte, culpado;
por ter ocasionado traumas psicológicos irreversíveis nas “vítimas da
sociedade”, culpado; e por fim pelos prejuízos materiais, médicos e
“trabalhistas” nos “oprimidos pela sociedade”, condenado a pagar pensão
vitalícia para os “sem oportunidades na vida” e seus familiares.
Condenado o pai foi encaminhado para a cadeia enquanto os "oprimidos e vitimados pela sociedade e sem oportunidades" foram diretamente para as ruas.
Esta
é uma história fictícia, ou não... Deixo para você, conterrâneo morador deste
país às avessas, decidir.
Brenê