segunda-feira, 21 de abril de 2008

Contradições…

Saiu na Veja on-line:

Pedaladas em alta.
Empresas e prefeitura investem em ações para incentivar o uso de bicicletas.
Por Branca Nunes16.04.2008
Leo Feltran



Luciene Oliveira, no bicicletário do Shopping Frei Caneca: troca de roupa antes do trabalho.
Moradora do bairro de São Mateus, na Zona Leste, a vendedora Luciene Souza de Oliveira perderia uma hora e meia no trânsito se fosse de carro para o trabalho, no Shopping Frei Caneca.

Caso optasse pelo transporte público, a situação seria ainda pior. Ela passaria duas horas dentro do ônibus. A solução foi pedalar. Há seis anos, Luciene começou a driblar os congestionamentos pilotando uma bicicleta. Faz o trajeto entre sua casa e o shopping em 45 minutos. "Venho com uma roupa mais confortável e me troco assim que chego à loja", conta. "Mesmo quando chove, é só colocar uma capa e levar uma toalhinha na bolsa." Ela faz parte de um grupo estimado em 300 000 paulistanos que diariamente usa a bicicleta como meio de transporte.
Embora os ciclistas não sejam vistos como prioridade quando se discutem soluções para o trânsito – a ampliação das ciclovias não foi sequer incluída entre a série de medidas anunciadas recentemente pelo prefeito Gilberto Kassab para tentar amenizar os horrores do tráfego –, alguns órgãos públicos e principalmente empresas privadas começam a prestar atenção nesse grupo. A seguradora Porto Seguro, por exemplo, inaugurou um sistema de empréstimo inspirado nos projetos Velib, de Paris, e Bicing, de Barcelona. Clientes da companhia podem usar as bicicletas disponíveis em sete estacionamentos da rede Estapar.

"O alcance ainda é pequeno, mas mostra que a bicicleta está deixando de ser apenas um instrumento de lazer", afirma o cicloativista Arturo Alcorta, que assessorou a Porto Seguro na montagem do projeto. Bicicletários foram instalados também em alguns estacionamentos da Estapar. Os segurados pela Porto Seguro desfrutam o benefício gratuitamente. Os demais clientes pagam 2 reais por doze horas. Algumas empresas vêm implantando bicicletários e vestiários para seus funcionários. O publicitário João Guilherme Lacerda gasta vinte minutos para ir de casa, em Perdizes, ao escritório, no Butantã. "Poderia ir de táxi, mas prefiro a bicicleta porque é mais rápida e mais saudável."
Os ciclistas paulistanos dispõem de 19 quilômetros de ciclovias dentro de parques. Nas ruas, ficam apenas 4,5 quilômetros. "Até o fim do ano, vamos inaugurar mais 19,2 quilômetros", diz Laura Ceneviva, coordenadora do Grupo Pró-Ciclista, departamento responsável pelo sistema cicloviário paulistano. Desde 1990, uma lei municipal prevê a instalação de ciclovias em todas as novas ruas da cidade. Não é o que acontece. "A bicicleta é ideal para distâncias inferiores a 5 quilômetros", afirma Eric Fernandes, coordenador do Instituto de Energia e Meio Ambiente. "A partir disso, o carro e o transporte público levariam vantagem, porque são mais rápidos." São Paulo inverteu essa lógica. Por aqui, nos horários de pico, os automóveis atingem a velocidade média de 22 quilômetros por hora. É a mesma velocidade de um ciclista amador.

Cinco dias depois saiu na página inicial do IG, na seção Último segundo:

Em dois anos, somente 20% da meta de ciclovias em São Paulo foi construída.
21/04 - 12:07 - Juliana Simon, do Último Segundo.

SÃO PAULO – Em 2006, a Prefeitura de São Paulo já apontava o incentivo ao uso de bicicletas como uma das medidas para aliviar o trânsito e a poluição causados pelos carros. Em maio daquele ano, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SVMA) divulgou que havia condições “de imediato” para a implantação de 104 km de ciclovias, ciclofaixas e vias de tráfego compartilhado. Até março deste ano, no entanto, somente 23,5 km foram implantados, segundo números da própria secretaria.
Para ciclistas e pedestres, São Paulo está preparada só para carros.
Segundo a assessoria da secretaria, o atraso na implantação das ciclovias se deve, principalmente, ao fato de que a construção “não depende somente da iniciativa da prefeitura, mas também de estudos aprofundados sobre onde as vias podem ser instaladas e da liberação de verbas”.
Em maio de 2006, representantes de seis secretarias, entre elas a de Transporte, Infra-estrutura Urbana e Obras e Meio Ambiente, e integrantes da da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da SPTrans criaram o Grupo Executivo Pró-ciclista.
Na época, a Secretaria do Meio Ambiente informou que dispunha de R$ 2,3 milhões para usar em projetos pró-ciclismo. No primeiro ano foram investidos R$ 700 mil e a secretaria não soube informar quanto foi gasto em 2007.

Até agora, foram instaladas sete ciclovias no Parque do Ibirapuera (5,5 km), Parque Anhanguera (2,7 km), Parque do Carmo (8,2 km), Parque Cemucam (2,6 km), na Avenida Faria Lima (1,3 km), na Avenida Sumaré (1,4 km) e na estrada da Colonia, em Parelheiros (1,8 km). Em 2007, foram instalados mil paraciclos (estacionamentos para bicicletas) nos parques municipais.
Há mais cinco projetos em elaboração. A implantação de ciclovia de 3 km no Parque Linear, no Itaim Paulista; uma ciclovia de 15 km no Butantã prevista para ser entregue em 2010; 3,3 km de ciclovia na antiga Estrada de Perus; 11,5 km de ciclofaixa em Ermelino Matarazzo.
A prefeitura promete 12 km de ciclovia na Radial Leste, a ser entregue até o final do primeiro semestre deste ano. O projeto custa R$ 9 milhões e, segundo a secretaria, os recursos serão repassados ao Metrô, que está executando a obra.

Segundo a secretaria, “quando tudo o que está em desenvolvimento for entregue, São Paulo terá mais de 50 km de ciclovias implantadas”. Metade do que foi prometido em 2006.
 
Ainda no Último segundo:

Para ciclistas e pedestres, São Paulo está preparada só para carros
21/04 - 12:08 - Juliana Simon, do Último Segundo.

SÃO PAULO – Apesar da construção de novas ciclovias e da revitalização de algumas calçadas, as pessoas que trocaram os carros por bicicletas e pelo trajeto a pé afirmam que São Paulo ainda não está preparada para os “transportes alternativos”.
Com 370 mil adeptos, segundo estimativa do Ibope/Nossa São Paulo, o ciclismo aparece como uma das principais opções para fugir dos congestionamentos e da busca por alternativas mais saudáveis e menos poluentes de transporte. No entanto, com 23,5 km de ciclovias implantadas até agora, a cidade está longe do ideal para a prática.
“Se em nosso País houvesse um respeito pela vida não seria necessário ciclovias ou ciclofaixas para que as pessoas pudessem pedalar com sensação de segurança. Como não é a realidade da nossa cidade, sou a favor da construção de vias específicas, isso poderá encorajar muitos motoristas a deixarem seus carros em casa e optar pela bicicleta”, diz André Pasqualini, que percorre, em 40 minutos, 13 km para ir da sua casa, no Campo Limpo, até seu trabalho, na Vila Olímpia.
Para o carioca João Guilherme Lacerda, que mora em São Paulo há quatro meses, “nem mesmo o Rio com mais de 140 km de vias segregadas está preparado para os ciclistas”.
Locais adequados para estacionamento também é outro problema. Willian Cruz, que também é ciclista, acredita que é necessário que o comércio e serviços forneçam infra-estrutura para receber o ciclista. “Um simples local seguro para estacioná-la e com suportes para prendê-la com uma corrente, de preferência com um banheiro por perto para que seja possível trocar de roupa, já resolve o problema do ciclista”, diz.
“São Paulo possui no momento zero km de ciclovias, pela própria definição do Código Brasileiro de Trânsito do que é uma ciclovia. Hoje, temos trajetos que ligam o nada ao lugar nenhum, dentro de parques”, diz Waldomiro Souza.
Para os ciclistas, o que faz mais falta é a impossibilidade de integração da bicicleta com outros meios de transporte. Willian Cruz, também ciclista, afirma que “o ideal é integrar as bicicletas ao fluxo, em vez de segregá-las em ciclovias”. Para ele, isolar os ciclistas do trânsito faz os motoristas acreditarem que as ciclovias são o único local onde elas devem trafegar, “hostilizando e colocando em risco os ciclistas quando estiverem em vias que não dispõe de ciclovia”.

Integração também para pedestres
Eduardo Daros, presidente da Associação Brasileira de Pedestres (Abraped), também aponta a integração como principal carência da cidade. Em março, Daros encaminhou ao prefeito Gilberto Kassab, um pedido para que houvesse a restauração do corredor 9 de Julho – Santo Amaro.
“Hoje, é extremamente penoso para os pedestres - proibitivo para os portadores de necessidades especiais - transitar a pé entre as Avenidas 9 de Julho e Paulista, galgando ou descendo rampas íngremes, particularmente em dias chuvosos ou de muito sol”, afirma.
Eduardo cita Curitiba como exemplo de integração. Com os chamados “ônibus metronizados”, com pontos de parada cobertos, a cidade possibilita que o trajeto do pedestre até seu destino seja feito com segurança e com conforto.
"Até atravessar uma rua é difícil por aqui", diz Willian Cruz. Ele usa como exemplo a travessia a pé da Avenida Juscelino Kubitschek. “Dependendo do ponto onde tenta atravessar, você tem que fazer umas quatro travessias para conseguir continuar o seu caminho, ou atravessar metade e andar um ‘pedação’ pela ‘calçadinha’ que fica entre as pistas para poder terminar a travessia”, diz.

“Manchas” de revitalização.
Nos últimos anos, a prefeitura implantou em alguns pontos da cidade projetos de revitalização das calçadas, tanto para ampliá-las, como para a troca do piso. As obras na Avenida Paulista, ainda não concluídas, e na Avenida João Cachoeira, no Itaim Bibi, são alguns dos exemplos.
Para Daros, os projetos são “bem-vindos”, mas “insuficientes”. “Na Paulista temos uma bela calçada, mas nas ruas próximas, como a Augusta, por exemplo, tudo continua igual”, diz. Para ele, o que existe são “manchas de revitalização”, concentradas, principalmente, nas áreas nobres da cidade.
“As gestões ainda não encararam o problema totalmente. Não adianta realizar projetos isolados um dos outros. Deve-se ter, antes de tudo, uma rede de melhorias em calçadas, transporte público e nas vias para carros e bicicletas”, afirma.

Vantagens dos “alternativos”.
Para ciclistas e pedestres as vantagens principais de deixar de usar os carros são os benefícios para a saúde do indivíduo e da cidade, que já sofre com congestionamentos e poluição. “Um ciclista a mais é um carro a menos, ou menos uma pessoa para sobrecarregar os transportes públicos da cidade. Ou seja, além de chegar mais bem disposto ao trabalho, o ciclista não atrapalha a vida de ninguém, seja no espaço limitado das ruas, ou dentro dos ônibus e trens, diz João Lacerda.
André Pasqualini aponta o aspecto de convivência social que se alcança fora dos veículos. “De bicicleta conseguimos conversar com outros ciclistas e até mesmo motoristas, interagimos com a cidade, nos aproximarmos da realidade o que acaba gerando um sentimento de paixão por ela”, diz.
Apesar da falta de “preparo” da cidade e de muitos de seus habitantes para deixar o carro em casa, Waldomiro Souza diz que “pedalar em São Paulo é dar as costas a quem você não confia. Mas sigo pedalando, quixotescamente.”

sábado, 19 de abril de 2008

Pê-u-tê-a quê-u-e pê-a-erre-i-u

Outro dia assistindo ao programa do Jô, vi uma entrevista que me interessou muito, sobre um site que desvenda, desmente, satiriza e mostra a verdade por trás de muitos e-mails que recebemos diariamente. Pois bem assisti a entrevista e tentei entrar no site, como de costume o Brasil todo deveria estar tentando fazer o mesmo que eu, mas eu anotei o endereço e fui dormir.

No dia seguinte consegui entrar no site e comecei a ler todas as coisas que eles tinham por lá, quando me deparo com o texto que coloco abaixo, na íntegra, pois eu acho que todos devem saber disso e como não gosto de receber correntes, e e-mails com coisas que deveríamos saber, coloco o texto aqui para que os interessados leiam e se informem. O nome do site é e-farsas, sintam-se a vontade para entrar e olharem o original se quiser.
Tenham em mente ao ler este texto que, recentemente, vimos noticiado pela grande mídia que os deputados pediram para por em votação o aumento de verbas para os próprios gabinetes quisera eu poder votar meu salário, minha verba de representação, meu auxílio moradia, meu auxílio paletó, meu auxílio combustível, etc, etc, etc…

Abraços
Brenê

PS: Para desvendar o título tente escrever cada letra soletrada separadamente.

Mensagem original que rolava nos e-mails

NOVO CONFISCO…
Achei o e-mail tão absurdo que eu mesmo consultei o site através do link desse e-mail e lá estava o tal projeto. Mesmo assim, achei que poderia ser uma brincadeira de internet. Então, fui direto ao site da Câmara e entrei na opção "Proposições", escolhi o "Tipo" PLP - Projeto de Lei Complementar, coloquei o nome do "nobre" deputado "Nazareno Fonteles" e cliquei em pesquisar.
Infelizmente confirmei a estapafúrdia informação que recebi no e-mail abaixo.
DESCULPEM A INVASÃO, MAS, O ASSUNTO É MUITO SÉRIO…
"Novo Empréstimo Compulsório (por 21 anos) já está na Câmara Federal".
ACHO QUE ESTÁ NA HORA DO POVO BOTAR A BOCA NO TROMBONE E O "PT" PARA CORRER!
Divulguem e protestem.
A notícia abaixo, apesar de ser uma aberração, é verídica.
Vamos repassar para que todos saibam o que os nossos deputados estão analisando.
Amigos, sem dúvida nenhuma o PT abriga muitos loucos.
O texto abaixo é muito pior do que o ex-presidente Fernando Collor fez no passado recente:
- Estão querendo estabelecer uma Valor Máximo para cada família no Brasil gastar por mês, caso seja aprovado.
- Ficará estabelecido pelo governo que, a partir de janeiro de 2005, seus rendimentos mensais que ultrapassarem o valor determinado pelo governo (R$7.600, -/mês) irão para uma conta - como empréstimo compulsório. Uma conta especial de caderneta de poupança, em nome do depositante, denominada Poupança Fraterna, que durante 7 anos serão administrados pelas centrais sindicais e pelos "sem terra", entre outros, e serão devolvido nos 14 anos seguintes, depois dos 7, com "remuneração da metade da poupança atual".
Para quem não entendeu, significa pegar (sim, o termo é esse mesmo) parte do seu dinheiro, administrá-lo mal, e remunerá-lo pior ainda, devolvendo muito menos da metade do total. (Se é que vai devolver, pois um governo que não paga nem ao que foi condenado pela Justiça e que se chama precatório alimentício…). O nome disso é "expropriação social", típica de governos ditatoriais, para atender a "excluídos" produzidos por ele mesmo e por uma casta de exploradores nortistas e nordestinos a quem se habituaram chamar de "coronéis"… Quem sabe se o "nobre" não é filho de um deles e, com dor de consciência, pretende ’socializar’ sua dor?
Que m….; saímos de uma ditadura de direita para cairmos numa de esquerda… Provavelmente, se os "nobres" colegas se derem ao trabalho de analisar o projeto, haverá uma emenda deixando de fora os proventos dos "assíduos" deputados. (Venha a nós, e ao vosso reino nada).
Para conferir, entre no endereço abaixo que mostra como anda a tramitação desse projeto na Câmara (ao abrir, clique na figura que vem logo após os dizeres PLP-137/2004, no início do texto).
A comunização a caminho PARA QUEM PENSA QUE O COMUNISMO MORREU. ESTAMOS ARRISCADOS A DORMIR EM UMA "DEMOCRACIA" E ACORDAR EM PLENA DITADURA COMUNISTA, desde que elegeram o sapo barbudo.
QUEM VIVER, VERÁ!
O malfadado autor desse projeto é o deputado Nazareno Fonteles, que socialisticamente pensa que temos governo para administrar um tipo de fundo desses (ou seria melhor dizer resultado de expropriação, porque se o índice da poupança já é quase um estelionato oficial, imagine metade dessa remuneração).

Nome Civil: JOSÉ NAZARENO CARDEAL FONTELES

Aniversário: 4 / 5
Profissão: Médico
Partido/UF: PT - PI - Titular
Gabinete: 264 - Anexo: III - Telefone:(61) 215-5264 -Fax:(61) 215-2264
Legislaturas: 03/07

Pesquisa realizada por e-farsas

Sabe quando você recebe um e-mail com uma história tão estapafúrdia que nem acredita que possa ser verdadeira? Então, essa é uma delas…
O pior é que esse projeto de lei está mesmo sendo analisado pela Câmara dos Deputados, em Brasília. A história é real!!!
No dia 16 de março de 2004 o nobre deputado Nazareno Fonteles (PT do Piauí) apresentou à Câmara o projeto de lei número 137/2004.

De acordo com o site da Câmara, o estranho projeto estipula que "durante sete anos, haverá um limite máximo de consumo mensal que cada pessoa poderá utilizar para seu sustento e de seus dependentes residentes no País. Este limite será calculado de acordo com a renda per capita nacional mensal calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pelo projeto, a parcela dos rendimentos, que exceder o limite de consumo, será depositada, a título de empréstimo compulsório, em uma conta especial de caderneta de poupança, em nome do depositante, denominada Poupança Fraterna". Ou seja, o deputado - eleito pelo povo e para o povo - ao invés de tentar resolver outros problemas mais "nobres" e urgentes como dar a devida atenção à educação e à alimentação do povo, resolve criar essa tal lei que iria confiscar o dinheiro de todo cidadão.
Parece que já vimos esse filme antes. Onde foi? Nos tempos do presidente Collor? Parece que na época essa atitude de confiscar a grana do povo não deu certo, né não?
Em extenso texto (que pode ser lido na íntegra no site CMI Brasil, o Deputado Federal explica as razões que o levaram a criar a bendita lei complementar. O doutor Fonteles (Sim! Ele é formado!) mostra em seu artigo que pretende com isso tentar acabar com a miséria no Brasil, equilibrando a enorme diferença entre os ricos e os miseráveis. Ele diz também que seu projeto de lei está apoiado no artigo 148 da Constituição Federal:

Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, b.
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.

No caso, o parlamentar diz que o fim da miséria é uma questão urgente e será resolvida com esse confisco. Ah! O dinheiro que for confiscado será devolvido em até 14 anos…
É claro que o projeto ainda precisa ser votado em várias instâncias e isso precisa ser apreciado pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT). O mais engraçado é que o projeto está com status de "prioridade", como se fosse algo urgente.
Se você quiser acompanhar o andamento das votações, cadastre-se no site da Câmara Federal.

Concluindo

A corrente é verdadeira! Mas tem tudo para não passar na Câmara. Fica apenas uma sugestão aos Deputados: Por que não criam uma lei assim para confiscar os próprios salários? Hein?

Gilmar Henrique Lopes

Sites pesquisados: 
Quatro Cantos Câmara Federal Acompanhe na Câmara
Mídia Independente
Diário MS

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Voltando a ativa?

Por um longo período não achei nenhuma inspiração para continuar a escrever no blog. Me encontro no fundo do poço literário, nem mesmo algumas atitudes do meu pequeno herdeiro me inspiraram a escrever algumas linhas, nem os pedidos (três para ser mais exato) dos amigos e familiares despertaram qualquer tipo de inspiração, aproveito para pedir desculpas aos "pedintes", por não ter nem dado uma resposta digna aos seus pedidos.
Me parece meio injusto eu aqui reclamando que estou no fundo do poço por uma simples questão financeira, enquanto o mundo caminha para uma catástrofe de proporções gigantescas, o clima está cada vez mais descontrolado, mais e mais espécies entram na lista das espécies ameaçadas em extinção, o desmatamento no Brasil, que começou por volta de 1500, nunca sequer reduziu sua marcha, e eu aqui chorando as minhas pitangas porque minha condição financeira está um lixo! Que todas as coisas que eu gostaria de proporcionar para a minha familia, no momento eu não posso proporcionar.
Então vejo como é difícil mudar os hábitos das pessoas, como é difícil fazê-las entender que a "perda de algumas comodidades", na verdade é uma substituição a longo prazo, se perde uma regalia hoje, ganha um planeta mais saudável amanhã. Eu estou sentindo na pele como é difícil abrir mão de alguns tipos de confortos, mesmo que sendo forçado a tanto.
Em compensação eu me pego pensando: que mal faria se pelo menos uma vez por semana as pessoas saissem de casa para trabalhar ao invés de ir de carro, se elas fossem a pé, de bicicleta, de transporte público? Que mal faria se as pessoas ajudassem umas às outras, gratuitamente? Será que o que cansamos de ouvir dos nossos pais, "que o mundo é assim mesmo, que devemos nos acostumar com a vida nos dando pancadas", não pode ser mudado? Será que eu sou assim tão ingênuo? Eu estou tão errado em sonhar com um mundo melhor? Com uma humanidade melhor?

Será que eu devo me render a esse pensamento, enfiar meu rabo entre as pernas e continuar com a vidinha mediocre que me foi destinada? Acho que eu não quero me render, sempre ouvi que eu era um rebelde sem causa, então aí está a minha causa, não posso acreditar que o mundo seja "assim mesmo", não posso me conformar com esse mundo fudido desse jeito, onde o dinheiro paga por qualquer coisa, vale tudo para os mais fortes, não dá mais, tem que mudar ou afundar de vez.
Não sei bem onde este post vai me levar, me parece que quanto mais eu escrevo mais confuso isso fica, mas acho que tenho que "desentalar" isso da minha cabeça pra voltar a (tentar) escrever coisas mais produtivas.
Obrigado a todos que continuam a ler as minhas (mal escritas) linhas, espero voltar com uma freqüência bem maior do que antes.

Brenê