Se você, assim como eu, vive no Brasil, com certeza já deve ter se deparado com algumas da situações que listarei abaixo. O intuito deste texto é apenas divertir o amigo leitor e ao mesmo temp expor algumas cenas ridículas já presenciadas por este que vos escreve. Caso você, caro leitor, tenha presenciado um (ou mais) cena ridícula e queira relatá-la aqui, fique à vontade para adicionar suas palavras nos comentários, ou pode mandá-las para o e-mail: blogdobrene@gmail.com.
Seguem abaixo os relatos das cenas, divirtam-se
Cena 01 - Funcionários públicos
Em um país onde o funcionalismo público é tão funcional, rápido, eficiente e tem a aprovação da grande maioria da população, nada mais justo que em uma cidade deste país, o prefeito resolva adiar o feriado em, comemoração a estes abnegados trabalhadores, de uma sexta-feira (28/10), para segunda-feira (31/10) e decretar terça-feira (01/11) emenda de feriado (02/11), assim estes exaustos trabalhadores terão 5 dias de um merecido descanso.
Só pode ser brincadeira, aliás no nosso país é "folia", e aí virou carnaval fora de época.
Cena 02 - Funcionários privados
Final de expediente, o funcionário se apressa em fechar as janelas, as gavetas, os armários, empilha toda a papelada, cuidadosamente separada ao longo do dia, de qualquer forma, agrupa todas as suas coisas com a maior velocidade e menor atenção possível, esbraveja mil maldições para o computador que teima em não fechar todos os aplicativos abertos durante as 8 horas do dia de trabalho, corre desesperadamente para ser o primeiro a pegar o cartão de ponto e ficar 10 minutos na vista de todos os outros funcionários, chefes e patrões, esperando para "bater" o cartão. Que ridículo, não?
Cena 03 - "O" motorista
No trânsito caótico da cidade de São Paulo, um motorista esbraveja palavrões para os carros parados na sua frente, acelera, arranca com tudo apenas para parar 2 metros a frente, acha que está intimidando todos ao seu redor. Quando o semáforo finalmente abre, este motorista joga seu carro na faixa lateral, ultrapassa velozmente o carro à sua frente e depois de tudo isso o semáforo fecha, o motorista faz um esforço sobrehumano para frear sem bater ao ver que o semáforo fecha, e para imediatamente a frente do carro que acabou de ultrapassar.
Cena 04 - "Encoxados"
No ônibus, as primeiras pessoas que sobem, sentam-se nos assentos livres, à medida em que os assentos vão se acabando, os usuários vão se acomodando da forma mais confortável possível, se é que se pode ficar confortável em pé em um ônibus em movimento.
Alguns usuários, quase sempre os machos com "M" maiúsculo, ficam na região das portas, mais especificamente nos degraus da porta de saída, por onde TODAS as pessoas do ônibus terão que passar ao desembarcarem, mesmo que haja espaço suficiente no corredor do ônibus para se acomodarem. Portanto é lógico pensar que estes usuários que ficam na porta, devem adorar ser encoxados por todos os outros que terão que passar por ali. E é claro que além de tudo são homofóbicos, é claro!
Cena 05 - Há passarelas
Um indivíduo parado na calçada de uma movimentadíssima avenida da metrópole, olha para o tráfego que vem em sua direção. Em pé, bem debaixo de uma passarela, o indivíduo pacientemente observa o trânsito de carros que passam a 70, 80 e muitas vezes a 90 Km/h.
É noite e o indivíduo saiu do trabalho e deseja chegar logo em casa, e sabe que ainda tem que pegar outros transportes públicos antes de chegar ao seu destino.
Então sem qualquer aviso, o indivíduo sai correndo em direção ao outro lado da avenida, sempre olhando para os carros que vem em sua direção. Começa alucinadamente a desviar dos carros que passam a milímetros do seu corpo.
Os motoristas desviam, buzinam, xingam, gritam e o indivíduo vai vencendo faixa a faixa a luta, quase coreografada, contra os veículos de metal que zunem ao seu redor. Em um esforço sobrehumano e usando toda a (pouca) habilidade que tem, um motorista consegue desviar do indivíduo no último segundo possível, bem a tempo de olhar pelo espelho retrovisor e ver o indivíduo aterrizar de um último salto, são e salvo, na calçada oposta de onde este balé macabro teve início.
Se por qualquer motivo o indivíduo for questionado do porque atravessou a avenida, correndo o risco de ter seu corpo dilacerado pelas máquinas de metal que trafegam por ali, e ainda por cima bem debaixo de uma passarela, ele com certeza dirá:
- É que assim é bem mais rápido!
Brenê