Visitando a minha mãe mês passado, durante um café da manhã, eu vi sobre a mesa uma faca com a inscrição “VASP”.
Minha mãe trabalhou na VASP por um tempo, não sei quanto tempo foi, mas foi o suficiente para que ela ganhasse da empresa passagens para levar nossa família para uma viagem com destino a escolher, dentro do território brasileiro.
Depois de uma conversa com meu pai, eles decidiram que iríamos para Maceió. Marcada a data, arrumamos as bagagens e fomos.
Foi a nossa primeira viagem de avião, dos meus pais inclusive.
Não me lembro da viagem propriamente dita, mas chutando posso dizer que provavelmente ou meu irmão e eu brigamos para sentar na janela ou sentamos cada um em uma janela, pois meus pais deram um jeito disso ocorrer.
Uma coisa que me lembro muito claramente é a praia, a água do mar era cheia de plantas aquáticas (algas), coisa que na época achei muito ruim, mal sabia eu, que um dia iria ter esperanças de que todas as praias fossem assim, vivas!
Outra coisa que me lembro bem é de estarmos em família, passeando, e que a cidade era muito quente, tão quente que o asfalto da rua que separava o hotel da areia da praia, chegava a derreter durante o dia.
A essa altura do texto, você deve estar pensando, o que aconteceu com a faca? Bom eu digo, não me lembro exatamente como ela foi parar na casa da minha mãe, provavelmente eu ou meu irmão, ou os dois juntos arranjamos um “souvenir” no vôo de volta para casa (se pegássemos no vôo de ida e meus pais descobrissem nos fariam devolver no vôo de volta).
Esse “souvenir” fez efeito mais de dez anos depois, graças a um café da manhã, onde usamos a faca “arranjada” no avião, e por fim acabei me lembrando dessa viagem que fez parte da minha infância. Nos dias de hoje o “souvenir” teria durado no máximo dez minutos durante a refeição do vôo, onde a faca descartável provavelmente quebraria ao cortar gelatina.
Como eu disse antes não é saudosismo, é falta de qualidade mesmo!
Brenê
Brenê