sexta-feira, 4 de abril de 2008

Voltando a ativa?

Por um longo período não achei nenhuma inspiração para continuar a escrever no blog. Me encontro no fundo do poço literário, nem mesmo algumas atitudes do meu pequeno herdeiro me inspiraram a escrever algumas linhas, nem os pedidos (três para ser mais exato) dos amigos e familiares despertaram qualquer tipo de inspiração, aproveito para pedir desculpas aos "pedintes", por não ter nem dado uma resposta digna aos seus pedidos.
Me parece meio injusto eu aqui reclamando que estou no fundo do poço por uma simples questão financeira, enquanto o mundo caminha para uma catástrofe de proporções gigantescas, o clima está cada vez mais descontrolado, mais e mais espécies entram na lista das espécies ameaçadas em extinção, o desmatamento no Brasil, que começou por volta de 1500, nunca sequer reduziu sua marcha, e eu aqui chorando as minhas pitangas porque minha condição financeira está um lixo! Que todas as coisas que eu gostaria de proporcionar para a minha familia, no momento eu não posso proporcionar.
Então vejo como é difícil mudar os hábitos das pessoas, como é difícil fazê-las entender que a "perda de algumas comodidades", na verdade é uma substituição a longo prazo, se perde uma regalia hoje, ganha um planeta mais saudável amanhã. Eu estou sentindo na pele como é difícil abrir mão de alguns tipos de confortos, mesmo que sendo forçado a tanto.
Em compensação eu me pego pensando: que mal faria se pelo menos uma vez por semana as pessoas saissem de casa para trabalhar ao invés de ir de carro, se elas fossem a pé, de bicicleta, de transporte público? Que mal faria se as pessoas ajudassem umas às outras, gratuitamente? Será que o que cansamos de ouvir dos nossos pais, "que o mundo é assim mesmo, que devemos nos acostumar com a vida nos dando pancadas", não pode ser mudado? Será que eu sou assim tão ingênuo? Eu estou tão errado em sonhar com um mundo melhor? Com uma humanidade melhor?

Será que eu devo me render a esse pensamento, enfiar meu rabo entre as pernas e continuar com a vidinha mediocre que me foi destinada? Acho que eu não quero me render, sempre ouvi que eu era um rebelde sem causa, então aí está a minha causa, não posso acreditar que o mundo seja "assim mesmo", não posso me conformar com esse mundo fudido desse jeito, onde o dinheiro paga por qualquer coisa, vale tudo para os mais fortes, não dá mais, tem que mudar ou afundar de vez.
Não sei bem onde este post vai me levar, me parece que quanto mais eu escrevo mais confuso isso fica, mas acho que tenho que "desentalar" isso da minha cabeça pra voltar a (tentar) escrever coisas mais produtivas.
Obrigado a todos que continuam a ler as minhas (mal escritas) linhas, espero voltar com uma freqüência bem maior do que antes.

Brenê

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