segunda-feira, 18 de abril de 2016

No Brasil...

Um jornal local apresenta uma reportagem de um pai de família sendo arrancado do carro, onde também estavam sua esposa e filho (um bebê). Ao ser retirado do carro, o pai começa a ser espancado por 3 ou 4 bandidos, e mais alguns comparsas. Caído no chão e apanhando, o pai vê, desesperadamente, outros comparsas se dirigirem para o seu veículo, seus olhos encontram com os da esposa desesperada, em seus ouvidos rompe o choro da criança.

A turba de meliantes abre as portas do carro, pelo fato do pai ter reagido, as portas do veículo são dobradas para o lado oposto ao de sua abertura e a esposa arrancada a tapas e socos do seu banco. Os criminosos começam a buscar os pertences das vítimas, celulares, carteiras, bolsas, mochilas e até mesmo as fraldas do nenê são subtraídas do carro. Em desespero total o pai vê, entre socos e pontapés, as portas traseiras do seu veículo serem abertas, dando acesso ao seu bem mais precioso neste planeta, o filho.

Então, neste exato momento, algo se rompe no cérebro surrado do pai, tirando forças de lugar algum, o pai segura um dos agressores pelo braço, o mais forte? Ou somente o mais próximo? Nunca saberemos. Com um giro rápido de quadril, inverte a posição e coloca o meliante de costas no chão e começa a devolver-lhe os golpes recebidos até segundos atrás.

Enquanto golpeia o malfeitor, o pai diz: - Eu vou morrer hoje, mas você vai comigo... E desfere uma cotovelada no nariz da escória humana, que se parte jorrando sangue. Neste momento, o pai recebe um chute nas costas e aproveita o impulso para desferir uma cabeçada certeira no rosto do assaltante de nariz quebrado, este desfalece imediatamente, enquanto o pai grita: - Quem é o próximo? Não acreditando ao ver o pai se levantar, uns 4 ou 5 da turba de covardes fogem com os pertences que subtraíram do carro.

Usando uma explosão muscular oriunda de Deus-sabe-se-lá-de-onde, o pai agarra outro agressor que estava ao alcance das mãos e o atira de cara no capô frontal do carro, 3 dentes voam ao solo. Com uma agilidade nunca antes vista pela esposa, o pai se atira em cima do meliante semi-nocauteado e grita com todas as forças que seu pulmão de fumante lhe permite: - Já vou matar mais esse e pode vir o próximo...

Em completo espanto e um tanto de pavor, o restante da turba foge, e o pai passa a “amassar” o meliante recém-desdentado. Enquanto soca o pai anuncia: - Diga adeus à sua vida seu merda. E desfere mais um soco bem no meio da fuça do lixo humano. O espancamento só acaba quando, finalmente, 6 “homens da lei” conseguem arrancar o pai de cima do ensanguentado traste humano.

Todos são levados para a delegacia, onde o pai, mais calmo, pode pegar o filho no colo e abraçar a esposa. Ficam abraçados assim por alguns minutos, imaginando que tudo havia acabado. O abraço familiar é interrompido pela voz áspera do delegado, chamando pelo nome do pai, e lhe dando voz de prisão por agressão, lesão corporal e resistir à prisão. Pai e esposa se entreolham incrédulos. O pai é levado à carceragem, onde aguardaria o julgamento. Os policiais envolvidos até tentariam retirar a queixa, mas a “corporação” não pode mostrar fraquezas. Enquanto a esposa observa, desconsolada, o marido ser preso, vê com estes-olhos-que-a-terra-há-de-comer os meliantes, acompanhados do advogado, serem liberados após prestarem depoimento.

No julgamento do pai ficou decidido que ele agiu com “violência desproporcional à ameaça” e “violência extrema” e, portanto, culpado por cometer agressão e lesão corporal; como foram necessários 6 oficiais para cessar o ataque de fúria do pai, culpado por resistir à prisão; por ter feito ameaças de morte, culpado; por ter ocasionado traumas psicológicos irreversíveis nas “vítimas da sociedade”, culpado; e por fim pelos prejuízos materiais, médicos e “trabalhistas” nos “oprimidos pela sociedade”, condenado a pagar pensão vitalícia para os “sem oportunidades na vida” e seus familiares.

Condenado o pai foi encaminhado para a cadeia enquanto os "oprimidos e vitimados pela sociedade e sem oportunidades" foram diretamente para as ruas.


Esta é uma história fictícia, ou não... Deixo para você, conterrâneo morador deste país às avessas, decidir.

Brenê

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