sábado, 28 de junho de 2008

Pai…

Todo mundo sabe que as palavras proferidas podem cortar como uma espada, mas poucos sabem que as não proferidas cortam duas vezes mais, uma vez em quem não disse e outra vez em quem não ouviu. Sendo assim, aqui vão as minhas, mas vão escritas mesmo que é para durarem para sempre.

Pai saiba com toda certeza do mundo que eu tenho muito orgulho de você. Eu sei de tudo (ou quase tudo) o que você abriu mão ou assumiu, para que eu me tornasse a pessoa que sou hoje, não só eu, mas meu irmão também.

Agora eu entendo algumas coisas que você me ensinava, pretendo um dia entender todas elas. Espero um dia conseguir ser tão PAI quanto você é para nós.

Lembro quando nós quatro íamos para o quintal de Itu e construíamos móveis para a casa. Como me ensinava a ter paciência para executar algumas tarefas. Na época eu não dei o devido valor, acho que nunca damos, só fui perceber como esses momentos foram importantes para a formação do meu caráter, do meu modo de pensar e de agir, acho que até mesmo com a minha implicância com o mundo do modo que é.

Nunca serei capaz de agradecer o suficiente pelas coisas que você fez por mim e meu irmão, então o mínimo que eu posso fazer é deixar registrado o que você fez e tentar plantar a mesma semente na próxima geração. Espero que você leia estas linhas um dia.

Obrigado pai.

Brenê

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